Impacto da pandemia foi maior nos pequenos negócios

Os números divulgados ontem (16), pela pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas empresas, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), montra o quanto as pequenas e micros empresas brasileiras ainda são vulneráveis. No mês de junho, quase 40% das empresas que encerraram suas atividades, mais de 99% dessas eram de pequeno porte. Sem apoio, sem crédito, sem reservas e grandes saldos, esse s negócios não toleraram o impacto da queda das vendas de bens e serviços.

Os dados são preocupantes porque essas empresas de pequeno porte são responsáveis por boa parte dos empregos no país. Sem elas, muitas famílias foram afetadas, seus supridores caíram na informalidade enquanto aguardam uma nova oportunidade de trabalho legal. Pior ainda para os donos desses negócios que estão sem os empreendimentos e sem condições de honrar boa parte das perdas.

A condução atropelada da pandemia por todos os níveis de governo e a politização do problema levaram ao caos. O abre e fecha determinados pelos isolamentos sociais geram quedas absurdas nas vendas e não houve qualquer forma de proteção dos negócios. Das 2,7 milhões de empresas em atividade no pais, 70% consideram que foram impactadas de forma negativa durante a pandemia. a pandemia só foi boa para 13,6% das empresas que tiveram novas oportunidades e capitaram mais clientes no período.

Esse resultado mostra que o país precisa criar política de apoio aos pequenos e micros negócios, incluindo os informais que vem crescendo a cada onda de desemprego. Não basta apenas liberação de créditos ocasionais, mas faz necessário capacitações frequentes para melhorar a gestão, além de orientações que possam dar maiores visualizações de mercados em diferentes cenários. A proteção à economia também é uma questão de interesse coletivo e deve ser considerada como fundamental em qualquer governo.