Impetrada ação para cassar mandato do vereador Célio Gadelha

A segunda feira marca o aperto da ação dos órgãos reguladores e da Polícia contra as denúncias de abuso do poder econômico e compra de votos nas eleições de novembro, no Estado. Depois que a Polícia Federal desencadeou operação contra o prefeito Kiefer Cavalcante, em Feijó, a Câmara Municipal de Rio Branco também vira alvo.

O Ministério Público eleitoral recebeu inquérito da Polícia Federal e ingressou com a esperada ação de impugnação do mandato do vereador reeleito Célio Gadelha, do MDB. Ele já havia sido investigado em uma ação da Polícia Federal, ocorrida em 04 de dezembro e só foi diplomado porque o inquérito não havia sido concluído até a data da cerimônia. Agora, com o documento da PF na mão, o MP eleitoral cai tomar as providências legais.

Na véspera da eleição, aponta o inquérito, um cabo eleitoral e o irmão de Célio, foram flagrados por câmeras de segurança de um supermercado distribuindo santinhos e dinheiro para os funcionários. O inquérito da Polícia Federal foi entregue ao MP eleitoral há duas semanas e o Promotor eleitoral Efrain Mendoza ajuizou ação de impugnação de mandato, que determinaria a cassação da diplomação de Célio Gadelha ou sua cassação. O vereador foi um dos seis parlamentares que se reelegeram, obtendo 1.293 votos.

Pelo menos 15 funcionários do supermercado foram ouvidos no inquérito, que produziu fartas provas, mas ainda corre em segredo de justiça. O ministério Público quer agir e definir a situação ainda antes da abertura do ano legislativo municipal e da volta dos vereadores, em primeiro de fevereiro, para evitar que Célio Gadelha exerça as prerrogativas de seu mandato sob questionamento.