Invasores derrubam árvores, expulsam e ameaçam seringueiros em Sena Madureira


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Invasores estão derrubando a mata e expulsando seringueiros da reserva extrativista Riozinho Granada, em Sena Madureira. Os forasteiros estão expulsando os seringueiros de suas colocações e os que resistem são ameaçados de morte. Os invasores estão derrubando castanheiras e seringueiras para vender a madeira.

Os seringueiros estão sendo impedidos de entrarem em suas estradas de seringas onde cortam as árvores e colhem o látex para sobrevivência das 82 famílias que foram assentadas pelo Incra.

Raimundo Andrade, conhecido como Ourive, é o presidente da associação de produtores do Riozinho Granada. O seringueiro vive há 31 anos na localidade e conta que, nos últimos três anos, vem procurando os órgãos como Incra, Ministério Público e Polícia Federal em busca de ajuda.

Apesar das constantes denúncias aumenta cada vez mais o número de invasores na região. “Hoje os seringueiros não podem mais percorrer as estradas de seringa nas colocações como faziam antes, porque são impedidos pelos invasores. Como vamos viver desse jeito?” questionou.

Jânio Mesquita é outro que foi ameaçado por grupos armados que vão até as propriedades e determinam a saída das famílias do local. Jânio vive numa colocação ao lado do Ourive, chamada de Palmeira. Ele também está com medo de ser expulso da terra ou que aconteça alguma violência com sua família. “Eu nem sei como vai estar na minha colocação quando eu voltar para casa. Os órgãos ambientais vão até lá, dão uma olhada e vão embora, não fazem nada”, reclamou.

As seringueiras e castanheiras de que, antes, ele retirava a renda da família, ou foram derrubadas, ou ele está impedido de chegar até as áreas das árvores.

O superintendente do Incra, Sérgio Bayum, informou que todos os casos de invasões de áreas de assentamento são levados até as polícias militar e federal assim como o Ministério Público. “Nos últimos meses são vários os casos de invasores que tentam ocupar as áreas assentadas, e para isso só resta buscar apoio nas forças policiais, e, nenhum caso deixou de ser atendido”, garantiu.

Quanto ao assentamento Riozinho Granada, Bayum disse que ainda não tinha recebido a denúncia e assim que for informado vai avisar as autoridades policiais para tomar providências, já que o Incra não tem poder de polícia.