Justiça condena Aldemir Lopes, Everaldo Gomes e Roney Firmino à prisão

A Justiça de primeiro grau de Brasileia condenou três ex-prefeitos por comandar organização criminosa, na Operação Labor. Os ex-prefeitos de Brasiléia Aldemir Lopes da Silva e Everaldo Gomes Pereira da Silva e, o ex-prefeito de Plácido de Castro Roney de Oliveira Firmino foram condenados a penas que variaram de quatro a dez anos de prisão. A decisão foi do Juiz Clovis de Souza Lodi da Comarca de Brasiléia. A sentença foi proferida no sábado, dia 3.

Os réus eram acusados, na Operação Labor, por comandaram uma organização criminosa, que tinha por finalidade desviar recursos públicos. Everaldo Gomes recebeu a maior pena: 10 anos e 2 meses de prisão em regime fechado. Aldemir Lopes foi sentenciado a 6 anos e 2 meses e Roney Firmino a 4 anos e 8 meses, ambos em regime semiaberto.

O juiz ainda condenou o ex-secretário de finanças da prefeitura de Brasiléia Jackson Aroldo Batista Pessoa a 7 anos e 8 meses, o contador Josué Willian Andrade a 5 anos e 8 meses de prisão, o ex-vereador Joelson Pontes 5 anos 8 meses e , ainda José Araújo da silva a 4 anos e 8 meses de prisão. Todos em regime semiaberto.

Os réus foram sentenciados ainda a pagar uma indenização ao município de Brasileia no valor de R$ 1.203.384, 64.

Este processo começou com a prisão dos três prefeitos preventivamente em setembro de 2017, durante a 4ª fase da Operação Labor, batizada de Dolos-aparte. Na época a ação foi deflagrada pela Polícia Federal para cumprir 37 ordens judiciais em Brasiléia e Rio Branco. A operação apurou a existência de organização criminosa formada por empresários e agentes políticos suspeitos de fraudar licitações.

A investigação da Polícia Federal teve início em 2015, após uma denúncia, onde uma empresa de fornecimento de mão de obra terceirizada foi contratada pela prefeitura de Brasiléia, mas não prestava serviço, embora recebesse. O mesmo esquema criminoso foi implantado na Prefeitura de Plácido de Castro na gestão de Roney Firmino. Todos os sentenciados na decisão do juiz Clovis Lodi poderão recorrer em liberdade, já que o magistrado entendeu que não existem fundamentos para decretar as prisões preventivas.