Justiça tira acreana Jerusa do revezamento paralímpico 

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A Justiça do Rio negou pedido liminar da atleta Jerusa Gerber que reivindicava inclusão na equipe de revezamento 4×100 feminino (T11 e T13) na Paralimpíada. A competição aconteceu na noite de quarta-feira 14. Cortada de última hora pela comissão técnica, a velocista ingressou com ação na Justiça nesta manhã, alegando retaliação.

A  velocista acreana chegou à Paralimpíada com o melhor tempo do mundo nos 100m e acredita que esteja sendo alvo de retaliação por não ter realizado todos os treinos com a equipe antes do evento.

Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) nega a perseguição e diz que a decisão “envolve mais fatores do que apenas contar com os atletas de melhores tempos”.

Segundo Jerusa, ela deixou de fazer alguns treinos com a equipe por ter sentido dores nas atividades, mas a ausência teria sido acordada com a comissão técnica. Ela é dona de 14 medalhas em mundiais e parapanamericanos e tem 3 medalhas paralímpicas, um bronze, em Pequim, e duas de prata, em Londres. Foi substituída por Thalita Vitória, jovem de 19 anos, que foi bronze no Mundial do ano passado, nos 400m.

“Eu expliquei que estava sentindo dores nas curvas e eles entenderam. Disse a eles que poderiam contar comigo para a Paralimpíada e aí, faltando dois dias fico sabendo que fui cortada. É muito frustrante e injusto”, diz a atleta.

A argumentação jurídica de Jerusa será o critério técnico para a seleção. De que as melhores marcas deveriam ser escaladas. Fazem parte da equipe, além de Thalita (ou Jerusa), Teresinha Guilhermina, Alice Correa e Lorena Spoladore.

No Rio, a melhor marca de Jerusa foi batida. Na prova dos 100m ela ficou com a quarta colocação, após a desclassificação de Terezinha.

A resposta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB):

“A decisão sobre a composição dos quartetos de revezamento é meramente técnica, tomada pelos treinadores e baseada no rendimento dos atletas nos treinos das equipes.

A prova de revezamento envolve mais fatores do que apenas contar com os atletas de melhores tempos. Prova disso é o sucesso do Brasil em revezamentos paralímpicos e olímpicos mesmo quando os atletas da equipe não tiveram resultados expressivos em provas individuais.

É compreensível a frustração de um atleta quando não alcança os resultados que gostaria. A preparação para os Jogos foi a melhor possível, prova disso é o desempenho histórico do atletismo paralímpico brasileiro nos Jogos Rio 2016.”