Mais de 57% dos lares acreanos foram contemplados com o auxílio emergencial, apontou IBGE

Quase 58% dos lares acreanos foram contemplados com o benefício do auxílio emergencial, apontou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid19) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento revelou que em maio, mais de R$ 125,5 milhões foram pagos em auxílio emergencial a aproximadamente 57,5% da população acreana, mas cuja a renda domiciliar naquela ocasião, não foi maior que R$ 444,82, ou seja, as famílias que estão em situação de vulnerabilidade social por conta da pandemia do coronavírus.

O dado é da PNAD Covid19 mensal do IBGE, a pesquisa tinha como objetivo estimar o número de pessoas e monitorar os impactos da pandemia no mercado de trabalho no estado. Para entender melhor os detalhes dos impactos do programa de transferência de renda, a pesquisa foi dividida em faixas de renda com explica o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo. Destaca que foram incluídas questões relativas ao auxílio emergencial do governo federal, que, por ser um programa de transferência de renda de grande envergadura, exigia uma avaliação de forma separada dos demais programas existentes.

Para receber o Auxílio Emergencial, a pessoa devia atender a alguns critérios entre os quais que a renda domiciliar per capita não ultrapasse R$ 522,50 ou a renda total do domicílio não ultrapasse a três salários mínimos (R$ 3.135,00). A pesquisa mostrou ainda que, na primeira faixa de renda, o Acre tem 87 mil pessoas que residem em domicílios com renda domiciliar per capita até R$ 52,66. Dessas, 59 mil pessoas (o equivalente a 68,2% dessa faixa) residem em domicílios que receberam o benefício. Para esse contingente, que passou de uma renda domiciliar per capita média de R$ 17,40 para R$ 223,06, o impacto do benefício foi equivalente a um ganho de 1.181,6%.

Na segunda faixa de renda (até R$ 140,10), composta por 88 mil indivíduos, o alcance foi de 90,8%, contemplando 80 mil pessoas que residiam em lares onde pelo menos uma delas recebeu o auxílio emergencial. No caso dessa faixa, houve impacto positivo de 1.181,6% na renda per capita média, passando de R$ 85,05 para R$ 347,84. O alcance do programa na terceira faixa de renda (até R$ 239,72) foi de 82% e na quarta faixa (até R$335,66), 81,9%. Com (68,6%) das 87 mil pessoas da quinta faixa de renda domiciliar per capita (até R$ 444,82) residiam em domicílios que receberam o benefício.

De acordo com o IBGE, os dados da Pnad Covid19 mensal visam apresentar os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e na renda da população, de modo a produzir informações necessárias à elaboração de programas de apoio específicos ou de políticas públicas em geral. Esses primeiros resultados incluem estimativas detalhadas sobre cobertura e focalização do programa. O auxílio emergencial é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem como objetivo fornecer proteção social no período de enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo corona vírus (Assessoria do IBGE no Acre)