Marcus Alexandre contesta denúncia do MPF e nega irregularidades em sua gestão no Deracre

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O Ministério Público Federal divulgou ontem nota à imprensa, afirmando que ofereceu denúncia contra o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre Médici Aguiar, o ex-diretor geral do Departamento de Estradas e Rodagem do Acre (Deracre), Sérgio Yoshio Nakamura, e mais sete pessoas por supostas fraudes em procedimentos licitatórios, além de acusar a existência de crimes de desvio de recursos e crimes na execução de obras de implantação, construção e pavimentação na rodovia federal BR-364. Ao todo, foram instaurados 44 inquéritos policiais devido à quantidade de irregularidades encontradas ligadas a direcionamento de concorrências públicas, superfaturamento e sobrepreço.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura divulgou no fim da atarde, nota oficial em que esclarece os pontos abordados pelo Ministério Público e nega que Marcus Alexandre tenha cometido qualquer irregularidade. A nota ressalta que as investigações se referem ao período de 2005, “muito antes, portanto, de o atual prefeito assumir a direção-geral daquele órgão”.

Prossegue a nota afirmando que “o prefeito Marcus Alexandre não é réu e não responde a nenhuma ação penal. Inquéritos referentes a época em que ele foi Diretor do Deracre, se referem a questionamentos administrativos próprios do Tribunal de Contas da União, relativos a convênios para manutenção de ramais e da BR 364”.

Diz ainda a nota da prefeitura que ”embora todos os questionamentos tenham razões e objetos parecidos, chegaram a abrir 35 inquéritos. E desses, 28 foram arquivados por inconsistência jurídica. Nenhum deles se transformou, até o momento, em ação penal. Quando se busca Justiça, e apenas Justiça, é relevante atentar que inquérito não é processo, que um eventual investigado não é réu, nem tais procedimentos carregam a certeza de uma futura ação penal”.

A nota finaliza dizendo que “respeitosamente, o prefeito Marcus Alexandre se mantém à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos solicitado acerca da sua gestão no Deracre, assim como o fez com os outros 28 inquéritos com o mesmo objeto, já arquivados. E espera que nenhuma precipitação de juízo moral venha agravar prejuízos à sua honra”.