Material de construção tem reajuste de 30%

Está cada vez mais difícil construir ou reformar no Estado

Quem pretende construir ou reformar reclama dos constantes reajustes do material de construção. Os consumidores discordam do preço praticado na saca de cimento, do material de ferragem e produtos plásticos.

Para construir nesta hora de crise, muitos acreanos têm adiado o sonho da reforma. Sem reajuste salarial e com os preços nas alturas, pintura das paredes devem ficar para o próximo ano. “Estimamos que os produtos pós-pandemia tiveram uma alta de 30% em comparação com os valores praticados no começo do ano”, lamentou o proprietário da loja do Bezerrão, José Maria.

Para não ficar no prejuízo, ele contou que precisa comprar o produto para garantir um estoque de pelo menos 90 dias. Destacou que antes da pandemia comprava por 30 dias, mas na hora de repor a mercadoria o preço praticado pela indústria multiplicou. Contou que pagava R$3,20 o metro de fio elétrico, agora o mesmo produto é ofertado por R$5,50, enquanto a mangueira plástica custava R$1,44 pulou para R$2,30. “Temos de reduzir a margem de lucro, para rodar a mercadoria”, comentou.

Para o proprietário da imobiliária Arras Jurilande Aragão, a escassez de cimento, cabos elétricos e tijolos tem contribuído para a alta dos preços do material de construção na Capital acreana. Diante do cenário de incerteza, alguns empresários estão bastante cautelosos em investir na construção de novas unidades habitacionais. “Como consequência uma retração do setor da construção civil no campo imobiliário”, lamentou.