Ministro do Desenvolvimento Regional recebe diretor do Depasa para tratar de liberação de emendas


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Cezar Negreiros

O diretor do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa), Tião Fonseca, acompanhado do senador Márcio Bittar (MDB-AC), estiveram no gabinete do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para tratar da liberação dos recursos das emendas parlamentares destinadas a revitalização do igarapé São Francisco.  Fonseca retorna esperançoso que os pleitos da autarquia possam ser liberados pelo governo federal. “O Acre será contemplado pelo atual governo graças ao prestígio do nosso governador Gladson Cameli e do senador Márcio Bittar”, declarou o diretor do Depasa, em entrevista concedida a imprensa local.

O governo do estado precisa de um investimento de cerca de R$200 milhões, nos próximos quatro anos, pois a rede de esgoto existente tem uma cobertura de 70% dos domicílios acreanos, mas apenas 17% deste esgoto doméstico chegam às Estações de Tratamento de Esgoto (ETE).  A capital acreana conta com quatro estações de tratamento, apenas duas delas estão funcionando de forma precária, porém para fazer a interligação de todo o sistema da rede de esgoto será necessário um investimento de R$ 18 mi. Em contrapartida, as  obras de saneamento básico nos dois projetos que estão em análise na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) está estimado em torno de R$ 16 mi,  para as obras do sistema de saneamento em Tarauacá, enquanto Xapuri mais R$ 4 mi.

Um levantamento  do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que apenas 73 mil residências acreanas possui rede coletora de esgoto, que corresponde por 31% dos domicílios acreanos.  Cerca de 45 mil residências no estado não têm acesso a rede de distribuição de água tratada, segundo BGE que deixa estas famílias vulneráveis ao surto de coronavírus registrado em todos os municípios acreanos. Em contrapartida, 187 mil domicílios possuem canalização interna, ligada ao sistema de abastecimento do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa), mas com  poço artesiano, cacimbão,  nascente e uso de carro pipa, no entanto, chegam em torno de 115 mil. 

Saneamento – Mais de 50% das residências acreanas não têm acesso a rede coletora de esgoto, o Acre conta com apenas 47,99% da rede de esgoto, a coleta de esgoto corresponde por apenas 12,23%, mas só 19,42% dos esgoto doméstico que é tratado, antes de ser despejado nos igarapés e rios que cortam o estado.   Aproximadamente 21 mil domicílios não possui nenhuma rede coletora de esgoto, que corresponde por quase 10% das residências, enquanto 42 mil, só conta com fossa séptica rudimentar que chega em torno dos 18,24% dos imóveis. Com a expansão da rede coletora de esgoto mais 48 mil residências que possuem  fossas sépticas até 2015, que representava mais 21% dos domicílios foram interligados ao sistema no estado. Para o poder público alcançar a universalização seria necessário a inclusão destes 63 mil domicílios, que juntos perfazem um percentual de mais de 28% dos imóveis sem acesso ao saneamento básico.