Mourão garante conclusão da ponte do Abunã e quer apoio para agricultor evitar queimadas

O vice-presidente, Hamilton Mourão garantiu que até o final do ano a ponte sobre o rio Madeira, que interliga Acre a Rondônia estará concluída e que a inauguração contará com a presença do presidente Jair Bolsonaro. a declaração foi dada em entrevista coletiva na manhã dessa quarta-feira, na sede da funtac, onde o vice presidente falou também das questões ambientais.

A promessa de Mourão, atende a pedido do governador Gladson Cameli, que durante jantar de recepção ao vice-governador em um hotel da cidade, pediu que as obras da ponte recomecem com mais rapidez para acabar problema antigo no estado que é a travessia por balsa no rio Madeira.

O vice-presidente Hamilton Mourão, veio ao Acre conhecer o CIGMA, o centro de geoprocessamento ambiental, uma sala com uma rede de computadores que monitoram 24 horas por dia o clima do estado, apontando flagrantes de crimes ambientais como queimadas e derrubadas.

Durante a visita, técnicos com governo do estado explicaram como funciona o sistema, que ao identificar o dano ambiental, envia mensagens para que fiscais possam ir até a área danificada e responsabilizem o infrator.

Após conhecer o Cigma, o vice presidente participou de uma entrevista coletiva onde falou sobre as políticas do governo federal para combater as queimadas na Amazônia.

Discurso

Hamilton Mourão foi questionado sobre o discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU, quando disse que o Brasil vem sofrendo com um propaganda negativa, aumentando o problema das queimadas na Amazônia e que a culpa dos incêndios sãos dos caboclos e índios. “Não posso falar sobre o que o presidente disse. É uma política de estado, eu sou o vice dele, não cabe aqui analisar suas decisões. O importante é não estamos aceitando qualquer ilegalidade com relação ao meio ambiente, estamos combatendo os ilícitos, o que preocupa são os exageros quanto ao fogo e os prejuízos”, explicou.

O vice presidente chegou ao Acre no final dessa terça-feira, mas, antes, fez um sobrevoo em três áreas de Rondônia consideradas pontos críticos de queimadas. “O governo federal qualificou 18 áreas em toda Amazônia que não param de queimar, mas nenhuma delas fica no Acre. Para esses locais criamos frentes de trabalho, assim como colocamos equipes para combater garimpos e retirada de madeira ilegais”, completou.

Quanto aos dados apresentados pelo INPE, sempre questionados pelo presidente Bolsonaro e o Ministério do Meio Ambiente, que apontam uma situação crítica nos biomas Amazônia e pantanal por causa do fogo, Hamilton Mourão, disse que as informações do INPE precisam ser qualificadas, e apontar verdadeiramente quando uma área está com fogo.

Internacionalização

O vice-presidente denunciou a existência de um grupo que há 30 anos tenta internacionalizar a Amazônia e clamou aos produtores rurais a trabalhar para evitar a queima. O general pediu que o governo federal e também os estados, conseguiam financiamentos para o produtor, além de assistência técnica para que ele evite queimar para recuperar a terra.