Nas mãos das facções

Da Editoria

O promotor Ricardo Coelho, na reunião da Educação sobre a possibilidade da volta às aulas, tocou no ponto nevrálgico da situação: a necessidade de a Secretara oferecer um apoio maior, uma presença mais constante junto a estudantes de áreas carentes. É preciso manter a presença da educação na vida dessas crianças e jovens, que muitas vezes não têm estímulo sequer para uma acessar uma aula remota. Que muitas vezes eram atraídos pela escola principalmente por causa da merenda, da comida que falta em casa.

Um exemplo de como essa preocupação é pertinente: no último fim de semana, a polícia desbaratou uma festa do tráfico, em uma comunidade de Rio Branco e apreendeu no local, no meio dos integrantes de facções, crianças e, pelo menos, três jovens menores de idade. É assim que se dá o recrutamento dessa mão de obra para o crime.

O Estado precisa estar junto desses jovens, é a única esperança. A secretaria tem a boa vontade, procura caminhos, até uma parceria com o Google para facilitar acesso dos estudantes ao ensino remoto.

Mas essa deve ser uma batalha diária, um desafio aos educadores, para que a pandemia não crie mais esse efeito pernicioso, o de jogar os jovens para as mãos das facções.