No Acre, Fecomércio acompanha análise dos rios junto a Agência Nacional das Águas

Ano passado, no pico da cheia, o rio Madeira chegou à marca de 19,74 metros

A Fecomércio tem acompanhado sistematicamente o nível dos rios Madeira, em Porto Velho, Abunã e Represa de Jirau. De acordo com dados colhidos pela Agência Nacional de Águas, nesta quinta – feira, 29, a medição para o Rio Abunã e Madeira, em Porto Velho, apresentou uma pequena redução em suas cotas. Ambos baixaram 9 cm desta quarta para quinta-feira.

A usina de Jirau também apresentou redução em sua cota, de 90,02 m para 89,99. Pequena mas representativa. Nas últimas medições, Jirau tem quantidade defluente (que passa pelas comportas) maior do que a água que chega a seu reservatório, ou seja, tem suas comportas mais abertas, diferentemente de Santo Antonio, que as mantém um pouco mais fechadas, mas mantendo uma cota aproximada de 70,47 m, 14 cm menor do que na medição do dia anterior.

Cheia histórica

No pico da cheia, o Rio Madeira chegou à marca de 19,74 metros. Além de isolar o estado do Acre, a enchente histórica atingiu em Rondônia, principalmente, os municípios do Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim e afetou cerca de 97 mil pessoas, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas. Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.