O Acre que sai das urnas

O Acre que sai das urnas dessa eleição municipal não traz grandes surpresas, na verdade. As forças políticas mantêm em grande parte suas áreas de influências, com algumas mudanças significativas e poucas surpresas. Os principais destaques revelam algumas posições dos eleitores que não podem ser consideradas inesperadas.

Em Rio Branco, mais uma vez Tião Bocalom bateu na trave. Faltou muito pouco para que a eleição fosse decidida no primeiro turno. Se não fosse as candidaturas dos nanicos Jarbas Soster e Asfury teria dado para o ex-prefeito de Acrelândia, enfim uma vitória.

Vai começar o segundo turno fortalecido, mas não pode cantar a eleição. Tem experiência bastante para saber que é preciso cautela. Socorro Neri venceu a desconfiança e, apesar da campanha lamentável e esquecível, que mais sonegou do que mostrou a candidata, enfrenta o segundo turno.

Vai ser um todos contra uma. Será interessante ver como se posiciona o PT e a esquerda, que não fez sequer um vereador na capital, demonstrando o fracasso da estratégia usada.

O candidato Minoru Kinpara foi um verdadeiro cavalo paraguaio, saiu na frente e ficou sem fôlego. Em sua defesa, é preciso dizer que foi vítima muito mais das mazelas de seu partido e de seu mentor, o vice Major Rocha, que de suas limitações, que não são poucas, especialmente para se comunicar. Rocha foi, na primeira análise, o maior derrotado das urnas.

Roberto Duarte fez figuração e descobriu que colar a imagem a Bolsonaro não transferiu votos nem no Acre nem no Brasil inteiro.