O temor de contrair a doença, depois do encerramento de cada plantão

Médicos e paramédicos enfrentam uma jornada de 30 horas no front da batalha à covid-19 no estado. A cada plantão encerrado um alívio dos profissionais de saúde pelo dever cumprindo, mas durante a folga em muitos deles bate aquela preocupação se foram ou não contaminados pelo coronavírus durante a ocorrência que fizeram no plantão.

Apesar do temor dos profissionais de saúde, quando chegam ao local de trabalho para enfrentar o plantão do dia, a certeza que estão tudo bem. A cada ocorrência os cuidados são redobrados para não ser a próxima vítima da semana seguinte. Em 100 dias de atendimento a população rio-branquense e no interior do estado, aproximadamente 51 profissionais do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram contaminados, sem nenhuma complicação clínica por causa da doença. “Registramos mais uma baixa na nossa equipe de paramédicos, porém, o colega que contraiu a doença vem tendo todo o acompanhamento médico necessário para evitar complicações”, declarou o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado do Acre (Sindconam-AC), José Augusto Ayache.

O sindicalista contou que o SAMU conta com três viaturas envelopadas para atender os pacientes acometidos de covid-19 nos município do Baixo Acre, Alto Acre e Juruá. Com a aquisição das novas cápsulas evita o risco de contaminação durante o transporte dos pacientes acometidos pela doença na transferência das unidades básicas de saúde para as unidades hospitalares que referência para o tratamento da doença. “ As nossas esquipes estão devidamente paramentada com todos os Equipamento de Proteção Individual”, observou o sindicalista.

A Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) adquiriu quatro cápsulas de isolamento com pressão negativa, para garantir a segurança das equipes do Samu. As ambulâncias da Unidade de Suporte Avançado (USA) Covid, que são usadas no transporte dos pacientes doentes entre uma unidade e outra, contam com as cápsulas que permitem o isolamento do paciente e evita o risco de contágio dos profissionais, que acompanham os doentes. Duas cápsulas são usadas no transporte dos pacientes da UPA do Segundo Distrito, Pronto-Socorro de Rio Branco e Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no Acre (INTO-AC), enquanto as outras cápsulas destinadas para os municípios de Brasileia e Cruzeiro do Sul.