País chega 14 milhões de desempregados. Norte e Nordeste lideram perda de empregos

O número de desocupados no Brasil bateu seu recorde na última semana de setembro, chegando a 14 milhões na quarta semana de setembro. Isso significa que, em relação à semana anterior, mais de 700 mil brasileiros ficaram sem emprego, já que a terceira semana de setembro apontava 13,3 milhões de pessoas nessa condição. Os dados são da última pesquisa semanal da PNAD COVID19, divulgada hoje (16) pelo IBGE. Com isso, a taxa de desocupação ficou em 14,4%, frente à terceira semana de setembro (13,7%).

De acordo com o levantamento, entre maio e setembro, mais de 4,1 milhões de brasileiros entraram para a fila do desemprego, o que corresponde a uma alta de 43% do número de desempregados no país em cinco meses.

Com isso, a taxa de desemprego passou de 10,5% para 14,4%, a maior de todo o período pesquisado. A região Norte e Nordeste foram as mais afetadas. O PNAD ainda não disponibilizou a taxa por estados.

Isolamento social

Diminuiu muito o isolamento social por conta da pandemia. O grupo de pessoas que ficou rigorosamente isolado (31,6 milhões) diminuiu em 2,2 milhões, na comparação com semana anterior.

Do mesmo modo, aumentou o número pessoas que não tomou nenhuma medida de restrição para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Esse contingente cresceu 937 mil em uma semana, chegando a 7,4 milhões de pessoas.

A maior parte da população (86,7 milhões) afirmou ter reduzido o contato com outras pessoas, mas continuou saindo de casa ou recebendo visitas na quarta semana de setembro, um milhão a mais na comparação com a semana anterior. Já quem ficou em casa e só saiu em caso de necessidade somou 84,6 milhões. Esse número ficou praticamente estável em relação à semana anterior.