Perícia vai apurar morte de jovem atingida por motorista em “racha”

Perícia do Detran e da Polícia Civil vai tentar refazer a cena da morte da funcionária do Supermercado Araújo, Jonhliane Paiva de Souza, 30 anos, atropelada por uma BMW, dirigida por caro Teixeira Pinto, 33 anos, na Avenida Alfredo da Rocha Viana. A polícia já sabe que o motorista participava de um “racha” ilegal com outro veículo, em alta velocidade quando atingiu a vítima. O motorista fugiu sem prestar socorro e tentou ocultar o carro. A perícia vai tentar mensurar a velocidade em que os dois veículos envolvidos estavam durante o “racha” e o nível de embriagues do motorista. Os danos causados na BMW e na moto da vítima ajudarão os peritos nesta questão. A vítima foi arrastada por cerca de 50 metros e teve morte instantânea, de acordo com os peritos.

A morte causou indignação na cidade. Jonhliane Paiva de Souza, vivia com a mãe, sustentava a casa e não tinha filhos. Era escriturária fiscal do Grupo Araújo e sonhava terminar a Faculdade de Contabilidade. Estava indo para o trabalho quando sua moto foi atingida pelos rapazes que disputavam corrida ilegal em ala velocidade, em via pública. O corpo da moça foi sepultado nesta sexta-feira, 07, no Cemitério Morada da Paz.

Ícaro Teixeira Pinto, motorista da BMW

O motorista causador do atropelamento é Ícaro Teixeira Pinto, 33 anos, filho do ex-juiz eleitoral José Teixeira Pinto e da professora Alcilene Gurgel, presidente do Sinproacre, entidade que lhe presou solidariedade que também está sendo questionada nas redes, por em nenhum momento se referir à vítima fatal.

A taxa de licenciamento da BMW envolvida no incidente não é paga desde 2018, o que é uma infração gravíssima e acarreta a apreensão do veículo, multa e perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O condutor Ícaro é detentor de 28 multas registradas em seu nome. Duas delas sofridas com outra BMW, modelo X1. Ícaro chegou a dizer que estava sendo ameaçado de morte por uma facção, o que não se confirmou. O clima de revolta é grande na cidade, por parte de pessoas que pedem justiça pelas redes sociais e o fim da impunidade para “filhinhos de papai” inconsequentes na capital.