Pesquisa apontaque índice de rendacaiu no Acre em 2019

Cezar Negreiros

O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita no Estado foi de 0,556 no ano passado, e registrou uma pequena queda em comparação com 2018 que ficou em torno de 0,557. Em 2014 era apenas 0,528, o menor índice desde a série da PNAD Contínua.

No Acre em 2019, 39,3% das pessoas tinham rendimento domiciliar per capita entre 50% e 150% da mediana e 43,6% entre US$ 5,50 e US$ 20 PPC. Em 2012, esses percentuais eram de 38,4% e 40,0%, respectivamente.

Aproximadamente 139 mil pessoas com renda mensal per capita inferior a R$ 145,00 (que corresponde por apenas U$S 1,9) por dia, mas cerca de 232 mil de pessoas, que corresponde por 26,9 da população acreana, vivia com menos de R$ 249,50 per capita por mês. Em relação às condições de moradia, 62,9% (544 mil) da população acriana não têm acesso a esgotamento sanitário; 45,4% (392 mil) não são atendidos com abastecimento de água por rede; e 23,6% (204 mil) não têm coleta de lixo.

O levantamento apontou que a Região Norte registrou os piores resultados para os três serviços: 78,7% da população residindo em domicílios com coleta de lixo, 58,3% em domicílios com abastecimento de água por rede geral e 26,1% com esgotamento por rede coletora ou pluvial.

O estado registrar um crescimento de 23,3% (em 2018), para 26,9% no ano passado, mas esse percentual está muito aquém dos dados alcançado em 2014, quando o estado registrou 21,6%. Em 2016, foi registrado o maior nível da série para a pobreza, com 47,5%, seguido de queda de 4 p.p. em 2019.

Assistidos pelo Programa Bolsa Família (PBF), como pessoas que pessoas com rendimento abaixo de R$ 178, era de 158 mil pessoas em 2019, mas pela linha de ½ salário-mínimo per capita, 48,3% da população acreana deveria estar cadastrada no Cadastro Único (CadÚnico), em 2019. O levantamento apontou que a desigualdade aumenta quando leva em conta o rendimento domiciliar per capita observado na PNAD Contínua e as linhas de US$ 1,90 e US$ 5,50 em PPC, permite avaliar a incidência de pobreza em cada característica selecionada e a distribuição da população pobre entre essas mesmas características, comparando essa distribuição pela distribuição da população total.

Quando observa a distri-buição por sexo na população acreana (em 2019), era de 51,4% para mulheres, enquanto 48,6% para homens, padrão que se manteve para ambas as linhas de pobreza. A incidência de pobreza entre mulheres e entre homens, a incidência média total em cada linha como visto anteriormente (16,1% para US$ 1,90 e 42,9% para US$ 5,50). (Com informações da As-sessoria do IBGE/Acre)