Pesquisa mostra que estados que saíram do isolamento tiveram grande aumente de casos de COVID

O Centro de Liderança Pública (CLP), que divulga o ranking dos Estados por desempenho no combate à pandemia do coronavírus no País observa que, na passagem da semana encerrada em 14/7 para a semana de 28/7, o número de mortes por covid-19 no Brasil subiu 28,0%. Na região Sul, Santa Catarina e Paraná tiveram altas de aproximadamente 60% e, no Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento, de 64%. O estudo não soube precisar a oscilação muito grande nos números dos estados da Região Norte, o Acre incluído, que variam de semana de queda para semana de alta, Nesta semana, o Acre aparece com alta de casos.

Uma explicação pode ser a reabertura das atividades. O estudo aponta que, segundo José Henrique Nascimento, Head de Competitividade do CLP que “nenhum Estado conseguiu reabrir sem criar impactos negativos de curto prazo. As pessoas acham que a vida está normal e a curva de casos e mortes aumenta, os hospitais lotam”, afirma Nascimento. “Tem uma incapacidade institucional de prover segurança. Você reabre e o ônibus, por exemplo, vai lotar, sempre lotou, não vai deixar disso agora.” Para ele, os resultados do ranking até agora mostram que o desempenho dos Estados está fortemente ligado à manutenção de políticas de distanciamento social. A questão é puxada, principalmente, por uma incapacidade de garantir o cumprimento de protocolos de segurança quando há o afrouxamento das medidas, avalia.

População precisa entender a importância de manter o distanciamento social

No plano nacional não é diferente

O Acre não é citado na avaliação do estudo e os Estados do Sul não preocupam tanto,” porque parece que perceberam o problema e estão tomando medidas. Mas eu diria que temos que ficar atentos com o Mato Grosso do Sul e com Goiás, que está soltando várias notas de hospitais com 100% da capacidade atingida”, diz Nascimento.

De acordo com as projeções do CLP, o número de mortes por covid-19 no Brasil – de 88.539 até a última terça-feira, 28, quando o ranking foi fechado – deve crescer 15,1% nos próximos 15 dias, a 101.887. No período de um mês até o dia 27 de agosto, o centro espera ver aumento de 29,9% no acumulado, a 115 mil.

No Distrito Federal, pior colocado do ranking, o CLP estima crescimento de 43,9% no número de mortes até 12 de agosto, para 2.002, dos 1.391 registrados até o dia 28. Até o dia 27/8, a estimativa é de o número avance 77,5%, a 2.469. A alta mais intensa é esperada para Goiás, que teve 1.473 mortes até o dia 28 e pode ter crescimento de 43,18% em 15 dias (para 2.109) e 86,35%, para 2.745, no período de um mês.