Poda de árvore histórica gera indignação da população rio-branquense

Ação de brocas danifica árvore tombada

Cezar Negreiros

Os transeuntes, ambientalistas e internautas reagiram com indignação, a cena de um operador de motor-serra derrubando um galho da centenária Gameleira do Segundo Distrito.    As imagens do ronco da moto-serra viralizou nas redes sociais, os internautas indignados com  ocrime ambiental  ocorrido em plena luz do dia, ligaram para a Secretaria Municipal de Meio Ambiene (Semsa) para denunciar o caso.  

Assim que a Sema recebeu a denúncia por telefone, a equipe de plantão do órgão ambiental deslocou até o local, em busca de saber o que tinha acontecido.  A  árvore centenária é tombada pelo Patrimônio Histórico Cultura da Fundação Municipal Garibaldi Brasi (FGB), conforme o Decreto nº 752 de 1981. 

A Gameleira serviu por muitos anos para sinalizar  o porto seringal Volta da Empreza, mas com o decorrer dos anos passou  proteger  os animais dos seringalistas que compravam na casa aviadora Nemaia e Cia, do comerciante Neutel Maia. Com o decorrer dos anos deu origem aos arruamento da Vila de Penápolis, que ficou mais conhecida como rua Eduardo Asmar.   

O secretário municipal de Meio Ambiente, Aberson Carvalho esclareceu  que um galho da centenária gameleira rachou do troco por causa de uma broca caiu e atingiu o telhado de um estabelecimento comercial nas imediações.  Como tronco caido estava atrapalhar o passeio público,  uma pessoa pegou uma motosserra para  remove-lo do chão o que gerou todo o protesto nas redes sociais.   

Durante a entrevista concedida a imprensa local, o gestor municipal informou que uma equipe da Sema vai vistoriar a árvore centenária nessa segunda-feira (dia 14), para avaliar se a broca atingiu outros galhos.   “A equipe de poda deve fazer uma avaliação mais detalhada para orientar as medidas que devem ser adotada pela preserva-la”, finalizou o secretário da Sema.