PF deflagra Operação Metástase e prefeito de Brasileia é afastado do cargo

 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 14, a Operação Metástase contra agentes públicos da alta cúpula do executivo municipal e empresários da região que atuavam na cidade de Brasiléia, no interior do Acre. São cumpridos 26 medidas judiciais: 13 mandados de busca e apreensão, 5 afastamentos de cargos públicos, incluindo o prefeito do município,  7 conduções coercitivas e um mandado de prisão.

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Dentre os suspeitos de envolvimento, está o Prefeito da cidade de Brasiléia Everaldo Gomes, e mais quatro secretários municipais da prefeitura, todos foram afastados dos cargos e o ex-prefeito do município teve a prisão preventiva decretada. São realizadas medidas de condução coercitiva, busca e apreensão, afastamento do cargo, incluindo o do prefeito, dos secretários e a prisão preventiva do ex-prefeito.

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Promotora do MP Maria Fátima, na sede da prefeitura

A Operação Metástase, do grego metastatis, tem entre outros significados: vírus, bactérias, parasitas, células cancerosas. O nome da operação foi escolhido pelo fato de as investigações terem se iniciado em desvios na área da saúde, tendo sido descoberto posteriormente pela PF que o suposto esquema criminoso se espalhava por praticamente todo o corpo da administração municipal, tal qual um câncer em estado irreversível (metástase).

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Trata-se de investigação que durou aproximadamente um ano e meio, com mais de 2000 (dois mil) documentos juntados para comprovar a atuação do suposto grupo criminoso.  As pessoas envolvidas estão sendo acusadas pela prática dos crimes de desvio de verbas públicas, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros. Os envolvidos serão conduzidos até a Delegacia da Polícia Federal em Epitaciolândia.

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Residência do prefeito

 


O vice Jorge da Fazenda passa a assumir como o novo prefeito de Brasiléia 

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Com o resultado de pedido de afastamento do prefeito feito pela justiça, o vice o Sr. Jorge Eduardo Oliveira Figueiredo Vulgo “Jorge da Fazenda” passa a assumir a qualquer momento.

Alguns conduzidos para prestar depoimento na Policia Federal são: Carlos Gadelha vulgo (Capeta), funcionário de carreira do IBAMA e recém-empossado no governo Temer como chefe na unidade de Brasiléia, Hélio Lopes Proprietário  da empresa Credial construção que fica localizada no km 10 tem alguns contratos com a prefeitura entre eles a construção das escolas do Km 19 e do km 68 estrada do pacífico recém-inauguradas na empresa foram aprendidos documentos para investigação e o mesmo foi prestou depoimento na PF.

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A Policia Federal não informou o nome de todos que estavam detidos na PF, o delegado marcou uma entrevista coletiva para as 15hs desta quinta-feira.

 

Polícia Federal  deflagra Operação Labor que combate fraude em licitações no Acre

A Polícia Federal deflagrou no dia (12/7) a Operação Labor para investigar organização criminosa que cometeu fraudes em licitação, associação criminosa e frustração de direitos trabalhistas.

No decorrer das investigações, constatou-se o conluio de empresários individuais que se utilizavam de empresas diferentes para fraudarem licitações e direitos trabalhistas. As empresas deste grupo criminoso simulavam “concorrência” em procedimentos licitatórios com o objetivo de fraudar a lei de licitações e, assim, contratar com o poder público. O grupo controlava cerca de 04 CNPJ’s diferentes para cometer as fraudes.

Calcula-se que os contratos firmados pela organização criminosa com o poder público na esfera federal, estadual e municipal ultrapassam R$ 12 milhões.

Concomitantemente às ações de fraude licitatória, as empresas frustravam, ainda, direitos trabalhistas. Verificou-se que, quando o número de ações trabalhistas se tornava exacerbado, os sócios cancelavam a contratação com o poder público, evitando o bloqueio de recursos provenientes dos contratos e causando, consequentemente, grande prejuízo aos ex-empregados.

As empresas envolvidas no esquema, após período explorando estes contratos obtidos por meio de fraude em licitação, eram sumariamente fechadas, gerando imenso passivo trabalhista com seus empregados.

As contas das pessoas físicas e jurídicas envolvidas foram bloqueadas cautelarmente, a fim de evitar maiores prejuízos aos cofres públicos e aos trabalhadores.

O nome LABOR faz referência a esses trabalhadores, vítimas indiretas do esquema. Apenas na comarca de Brasiléia, existem mais de cem ações trabalhistas movidas contra estas empresas.