Polícia investiga segunda pessoa no carro de motorista que matou funcionária de supermercado

A Polícia Civil está investigando a presença de uma segunda pessoa como passageira no carro que atropelou e matou Jonhliane Paiva de Souza, 30 anos, quando ela se dirigia de moto para o trabalho, na Avenida Alfredo da Rocha Viana. Os indícios apontam que o fisioterapeuta Ícaro Teixeira Pinto, 33 anos, motorista da BMW, poderia estar com alguém a seu lado no carro, quando disputava corrida pelas ruas da Capital em plena luz do dia. O acusado da morte da jovem não compareceu para depor hoje na Delegacia de Polícia Civil da 1ª Regional, por tática da defesa.

O caso não é tratado como acidente, mas segundo a nova lei de trânsito, como homicídio. As investigações definirão o enquadramento, se será como homicídio doloso, quando há intenção de matar, culposo, quando não há essa intenção, ou preterdoloso quando o agente assume o risco de causar eventual morte. De qualquer forma, além do processo criminal, a família do acusado deve ainda sofrer processo cível de indenização, já que Jonhliane sustentava a casa de sua mãe.

O acusado vai receber nova intimação para depor e, se não comparecer, poderá estar sujeito até a prisão preventiva, por obstruir a investigação. É grande o movimento para tentar abafar o caso, visto que a família possui condições financeiras e contatos na área do direito e da Justiça, mas a indignação nas redes sociais é forte, exigindo punição exemplar

A Polícia vai investigar também se houve consumo de bebida alcoólica antes do fato, o que pode agravar ainda mais a acusação. O motorista ter fugido do local sem prestar assistência e ter tentado esconder o carro envolvido são evidências que pesarão contra o acusado no inquérito policial. Ícaro possui histórico de violência no trânsito e o veículo estava com a documentação atrasada e não poderia circular.