Prefeitura de Assis Brasil diz não ter dinheiro para abrigar imigrantes

Prefeitura de Assis Brasil diz que não tem mais dinheiro para abrigar 300 imigrantes que estão no município desde 17 de março, quando a fronteira com o Peru foi fechada e haitianos, venezuelanos e africanos foram obrigados a ficar na cidade.

São 4 meses de atendimento aos imigrantes com alojamento, comida e remédios. A prefeitura de Assis Brasil gasta diariamente cerca de R$ 10 mil para abrigar os imigrantes que ficam alojados em escolas. Todos estavam saindo do Brasil pelo Peru, mas foram impedidos com o fechamento da fronteira.

Duas escolas foram disponibilizadas para que pudessem se proteger da covid 19.

O problema é que a prefeitura informou que não tem mais condições de manter os gastos, principalmente com alimentos que chegam a ser de R$ 6 mil por dia.

O prefeito Antônio Barbosa, o Zum, disse que o Governo Federal prometeu ajuda desde o início da pandemia, mas, até agora nenhum centavo foi enviado. Agora o prefeito pretende buscar ajuda do governo do Estado. “Na semana que vem tenho uma agenda com o governador Gladson Cameli e vou mostrar o problema, quem sabe ele se sensibiliza e repassa alguma ajuda. Hoje eu não tenho mais de onde tirar”, alegou Zum.

Além dos imigrantes que ficam nas escolas, tem ainda um grupo em uma igreja católica, e outro, que sem espaço, decidiu morar em cima da ponte da amizade, que interliga a fronteira Brasil/Perú. “Mesmo essas pessoas fora do abrigo do município, a prefeitura está enviando a alimentação diária. No total são trezentas bocas que precisam de alimento”, completou o prefeito.

Até o custo de um funeral a prefeitura bancou, quando morreu uma criança recém-nascida em um dos abrigos.

O prefeito declarou que está sem recursos e as empresas que forneciam não querem mais vender a prazo.

Outro problema que será enfrentado pelo município será a reforma das escolas que estão servindo de abrigo. As duas estão destruídas: banheiros, portas e janelas quebrados, rede elétrica danificada e esgoto entupido.

Quando as aulas retornarem essas unidades não terão condições de receber os alunos por causa da depredação.