Prefeitura orienta posseiros sobreuso de ramal

Posseiros do Ramal do Bagaço. Foto: Divulgação

Posseiros do ramal do Bagaço, impedidos de usar o ramal por fazendeiros, são recebidos pela Prefeitura de Rio Branco e recebem orientação para ingressarem ação na Justiça em busca do direito de ir e vir. A administração municipal, inclusive, repassou cópia de um processo na qual conseguiu via judiciário retirar porteiras em ramais na transacreana.

Atualmente para chegar em Rio branco as 102 famílias que vivem no ramal do bagaço, na BR 317 precisam usar barcos além da travessia perigosa existe a dificuldade de enfrentar os barrancos.

A viagem até a capital dura 06 horas de barco. Por terra a viagem dura pouco mais de 20 minutos. Só que o ramal principal foi fechado por 3 fazendeiros da região. As porteiras com cadeados impedem que os veículos passem. As famílias com crianças no braço andam vários quilômetros até chegar a BR317 para pegar uma condução.

Segundo Rosildo Ferreira, pre-sidente da associação de produtores do Bagaço, dos 14 quilômetros do ramal, 05 quilômetros estão fechados. Os fazendeiros alegam que os posseiros estão invadindo suas terras, por isso as porteiras. Os produtores afirmam que o ramal existe há 30 anos e foi aberto pelo próprio estado e hoje os fazendeiros se apropriam. “Hoje não podemos passar com nossos produtos e nem com uma pessoa doente porque os fazendeiros decidiram que o ramal é deles” declarou.

A queda de braço entre posseiros e fazendeiros já dura alguns anos. Nessa quarta-feira (04), hoje um grupo de produtores foi até a prefeitura de Rio Branco buscar ajuda. E não é a primeira vez. Segundo Rosildo, ele está colecionando requerimentos do Ministério Público, Incra, Iteracre e Deracre, e ninguém buscou uma saída.

Nesse final de semana os fazendeiros levaram a polícia militar que acabou com uma reunião dos produtores quando eles discutiam o assunto. “Fomos tratados como bandidos”, reclamou.

Representantes da prefeitura conversaram com os pos-seiros e explicaram que o ramal existe e que o fechamento pode estar irregular, E foi indicado para os produtores a única saída possível nesse momento: ingressar uma ação na Justiça. A prefeitura inclusive mostrou um processo no qual conseguiu que fazendeiros na região da transacreana retirassem porteiras em ramais.