Professores da Ufac fazem greve de advertência nesta terça

Os professores da Universidade Federal do Acre (Ufac) fazem uma paralisação de advertência nesta terça-feira (dia 5), data que antecede a  véspera da votação da reforma previdenciária, na Câmara dos Deputados.  “Queremos manifestar a nossa insatisfação com esta proposta do governo Temer que prejudica todos os servidores público”, alertou o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), Sávio Maia.

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O sindicalista explicou que nova proposta que tramita no Congresso Nacional reduz o benefício  pago aos trabalhadores do setor público.  Destacou que pelas regras atuais, a categoria tem direito de receber o valor integral do salário, quando se aposentam. Com as mudanças  da nova proposta,  o servidores têm que contribuir por 40 anos, para receber um teto base do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), estipulado em apenas R$ 5.531,31.  Apesar do tempo mínimo de contribuição para que os servidores tenham direito à aposentadoria, depois que completar 25 anos, o valor correspondente a apenas 70% da média salarial do piso na ativa. “Os trabalhadores que conseguir atingir a idade mínima de 15 anos de contribuição, o benefício será de apenas 60% da média de todas as suas contribuições”, lamentou o sindicalista.

Os técnicos administrativos das universidades federais continuam em greve por tempo indeterminado, mas o movimento ainda não teve a adesão dos professores universitários.    A categoria cobra a revogação da lei trabalhista, o arquivamento da reforma previdenciária e rejeição da medida provisória que aumentou a alíquota da contribuição previdenciária de 11% para 14%, além de prorrogar o prazo do reajuste salarial dos dos servidores federais, que estava previsto para 2018, para 2019.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT\Acre), Rosana Nascimento declarou que os maiores prejudicados com as mudanças são os servidores da educação que perderão o direito a aposentadoria especial.  Destacou que pelo atual modelo, a professora se aposenta com 50 anos de idade, desde que tenha contribuído para a Previdência por 25 anos, enquanto o professor com 55 anos de idade, por 30 anos de contribuição. Com a mudança, a idade mínima  da mulher pula para 62 anos de idade, o homem para 65 anos. “Vamos retornar as ruas para pressionar os deputados a não votarem esta matéria da reforma previdenciária que penaliza todos os trabalhadores”,  prometeu a sindicalista.

Os representantes das centrais,  sindicatos e movimentos sociais devem se reunir no decorrer da semana para traçarem as estratégias da greve geral do dia 5 de dezembro.

Cezar Negreiros