Quase 230 mil domicílios acreanos foram contemplados com algum auxílio do governo federal

Cezar Negreiros

Cerca de 234 mil domicílios que correspondente por 58,7% da residências no estado receberam algum tipo de auxílio do governo federal (como o auxílio emergencial ou o benefício emergencial de preservação do emprego e renda) no mês passado (em junho), enquanto no mês de  maio chegou em torno de 236 mil domicílios contemplados com os benefício por conta da pandemia.  O valor médio do benefício ficou em torno de R$ 919,00 por domicílio, foi o que apontou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD COVID19).

 O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que num universo de 257 mil trabalhadores no estado, cerca de 67 mil estavam afastados do trabalho, mas que 23 mil estavam sem receber nenhuma remuneração, o equivale a 34,3% dos trabalhadores afastados. Em contrapartida, no mês de maio esse percentual era de 35,7%, o equivalente a 25 mil pessoas sem rendimento no Acre. De acordo com o estudo, em junho o rendimento médio real recebido foi de R$ 1.713, os dados registraram uma melhora no comparativo com o mês de maio, quando registrou R$ 1.671, porém, o rendimento normalmente recebido no mesmo período do ano passado girava em torno de R$ 1.877 e R$ 1.906.

A taxa de desocupação foi de 14,2% em junho, pois registrou um aumento de 1,4 ponto percentual em relação a maio que contabilizou 12,8%. A taxa de desocupação, no entanto,  cresceu em todas as grandes regiões do país de maio para junho, pois na região Norte passou de 11% para 12,3%, enquanto no país os percentuais de desocupação que era de 10,7% subiu para 12,4%. A pesquisa apontou ainda que pessoas em idade de trabalhar e na força de trabalho que não conseguiram encontrar um trabalho, em junho este  quantitativo foi de 43 mil contra 38 mil pessoas no mês de maio, o que corresponde por um aumento de 5.000 pessoas nesta condição.

Os dados apontou que redução do número de pessoas com sintomas conjugados relacionados à síndromes gripais no estado. Em junho era 78 mil pessoas ou 8,9% da população, que  tiveram algum dos sintomas relacionados às síndromes gripais, mas em maio foram 113 mil pessoas ou 12,8% da população que se queixavam de sintomas gripais.  Em termos de indicador síntese, 26 mil pessoas (ou 2,96% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que poderiam estar associados à covid-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito). Os indicadores apontaram a redução de maio para junho (8.000) na quantidade de pessoas que relataram ter tido sintomas conjugados da doença do mês de maio para o mês de junho, pois as pessoas que apresentaram algum dos sintomas  relacionados à covid–19  no Acre entre o mês de  maio e junho teve uma variação de mil pessoas, segundo o IBGE. (Com informações da Assessoria do IBGE no Acre)