Reaberta a fronteira Brasil/Bolívia com novas regras para a Zona Franca de Pando

A partir de hoje, estão em vigor novas regras para a importação de produtos e mercadorias do Brasil e Peru, passando pela Zona Livre de Pando, na Bolívia. Com essa decisão, após 152 dias do fechamento da fronteira de Cobija com o Brasil, de amanhã, sexta-feira, 21 de agosto, as operações serão reabertos e qualquer cidadão boliviano pode importar até $2.500 dólares americanos mensal em produtos e alimentos, desde que toda a mercadoria seja legal”, afirmou. Tal medida deve dinamizar a economia da fronteira, especialmente para as cidades fronteiriças, onde os bolivianos poderão voltar a fazer comoras.

A decisão foi tomada, após intensas negociações, que contaram com apoio do governo do Acre e das chancelarias dos dois países, pelo diretório da Zona Franca de Pando – Zofra, que é composto pelo governo de Pando e prefeitura de Cobija, um representante do Ministério da Economia, um representante do Ministério do Desenvolvimento Produtivo e o diretor da Zofra.

O novo regulamento prevê, em suas novas regras, dois tipos de usuários do sistema de importação, por parte da Bolívia. O primeiro é o usuário comercial ou industrial, com os requisitos são de fácil acesso e só pagará $B50 bolivianos por ano, e poderá entrar mercadoria até $2500 dólares por mês. O usuário natural ou jurídico, mas para uso ou consumo, tem uma restrição de $5000 dólares por ano.

O usuário pode digitar sua mercadoria com uma fatura comercial e uma declaração de ingresso, que será revista no posto de controle do nosso país. O ingresso de mercadoria desde o vizinho país do Peru, para o comerciante, terá um valor de até $3500 dólares mensal.

O órgão federal que fiscaliza (Senasag), vai autorizar o ingresso dessa mercadoria, com os protocolos de higiene alimentar, até o comércio onde será exposto para o consumo da população, realizando um restrito controle de saúde e segurança.

Rodolfo Añez, Diretor de Zofra/Cobija, afirmou que “acabou o monopólio antes existente. Acho que qualquer pequeno comerciante, poderá fazer o seu próprio negócio.