Relações internacionais: FIEAC estuda oportunidades no Paraguai

Paraguai, um país de oportunidades. Assim a nação vizinha foi apresentada aos diretores e à presidente da FIEAC em exercício, Adelaide de Fátima Oliveira, pelo embaixador Manuel Cáceres Cardozo, durante reunião realizada no final da tarde de segunda-feira, 26 de setembro, no gabinete da Presidência da instituição. De acordo com Cardozo, o Paraguai é o país mais amistoso para se fazer negócios na América do Sul. “Nosso presidente, Horacio Cartes, é empresário. Ele entende exatamente os anseios do setor. E, além disso, hoje em dia não existe mais distância”, observou.

3-embaixador-do-paraguai-na-fieac-22-imp1Fátima, que já residiu no Paraguai, mostrou-se bastante entusiasmada com a possibilidade de prospecção de negócios com o estado. “Nosso presidente, José Adriano, gosta muito de desafios. Podemos organizar uma agenda de visitas – tanto de empresários de lá virem nos visitar, quanto nós irmos até lá – para identificar oportunidades. Apesar de estarmos passando por uma crise, à qual já se começou a reagir, o brasileiro é muito confiante”, afirmou ela.

De acordo com o embaixador, o Paraguai possui o melhor clima de investimento na região, é o segundo país com melhor retorno de investimento da Sudamérica e o crescimento do PIB está em média de 4,5% nos últimos dez anos. Durante sua agenda em Rio Branco, ele visitou empreendimentos locais e ficou surpreso com a estrutura do Complexo de Piscicultura. “Extraordinário”, elogiou. “Pretendemos voltar aqui, sim, para fazer uma visita mais aprofundada nas empresas locais. É um compromisso”, assegurou.

Presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Alimentares do Estado do Acre (Sinpal/AC) e vice-presidente da FIEAC, o empresário José Luiz Felício demostrou interesse em adquirir farinha de trigo do país vizinho, uma vez que a logística favoreceria o frete por meio da cidade de Corumbá (MS), que está localizada a aproximadamente 2 mil km de Rio Branco. Em virtude da grande possibilidade de negócio, o primeiro-secretário da Embaixada do Paraguai, Rodrigo Velázquez, prontificou-se a repassar contato de produtores da farinha ao empresário.

Estiveram presentes no encontro, além da presidente em exercício e José Luiz, os empresários Adalberto Moreto (vice-presidente do Sinpal); Jorge Tomás (coordenador do Fórum Permanente de Desenvolvimento Regional); João Paulo de Assis Pereira (presidente do Sindicato das Indústrias de Extração Mineral – Sindmineral); e Frederico Leite (representante do setor da construção civil).

RELAÇÃO BRASIL E PARAGUAI – O Paraguai é um país com grande potencial de crescimento e de intensificação das relações econômicas com o Brasil. Segundo dados do Banco Mundial, o Paraguai teve o terceiro maior crescimento econômico do mundo em 2013: 14,1%. O comércio exterior do Paraguai é altamente integrado e complementar ao dos países vizinhos, em especial ao do Brasil. O Brasil é, tradicionalmente, o principal mercado para os produtos de exportação paraguaios e está entre os principais fornecedores do Paraguai.

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Entre 2002 e 2013, o fluxo de comércio bilateral elevou-se de US$ 942 milhões para US$ 4 bilhões, o que corresponde a um aumento de cerca de mais de 300%. No mesmo período, as exportações brasileiras para o Paraguai cresceram de US$ 559 milhões em 2002 para US$ 2,9 bilhões em 2012. Os fluxos de investimento entre Brasil e Paraguai têm-se ampliado nas últimas décadas, e há crescente interesse de empresas brasileiras em produzir no Paraguai.