Reunião de 10 partidos da base de apoio definirá opções políticas do governador

O governador Gladson Cameli consultou integrantes de seu conselho político para encaminhar soluções para a crise de seu relacionamento com setores do partido Progressistas, em torno da candidatura a prefeito na capital. O Governador quer amplo entendimento de toda a sua base política e um sistema de consultas que terminará em uma reunião com os dez partidos que dão sustentação ao governo.

O governador conversou com o secretário adjunto Moisés Diniz, que integra seu conselho político e, ele junto com os demais membros do órgão consultivo informal, vai coordenar a realização da reunião, que deve acontecer no começo da semana que vem, tão logo o governador volte da viagem que fará a partir de domingo.

Nesta reunião, Gladson deve sondar os diversos partidos para realizar a proposta, que já encaminhou, de novo projeto político para o governo, com ampla participação e com objetivos bem definidos. Deve conseguir o apoio para confirmar sua opção pela candidatura da prefeita Socorro Neri, a ser referendada por ampla maioria dos partidos aliados. O governador também já alertou que não permitirá nenhum tipo de pressão por parte de grupos e que fará consultas para estabelecer sua linha de ação sem se prender a interesses localizados.

Integrantes do Conselho político procuraram o vice-governador Rocha, que garantiu a presença do PSDB no encontro, dizendo que não tem nada a se opor a conversar sobre projetos políticos, a proposta do governo e a sucessão municipal, embora o PSDB tenha definido sua posição na capital. A reunião terá caráter consultivo e ajudará na definição do governador sobre seus rumos políticos

Gladson vai reabrir templos para evitar uso político do tema

Um dos assuntos tratados ontem pelo Governador com seu conselho político foi a pressão de alguns líderes evangélicos pela reabertura dos templos, especialmente na capital. O governador detectou pressões de grupos político, como aquele liderado pela Senadora Mailza Gomes, que usa o tema para desgastar seu governo e a prefeita Socorro Neri. São pastores que o governo identifica como ligados à senadora que puxam o movimento, como Paulo Machado, presidente da Associação dos Ministros Evangélicos e o pastor Reginaldo Ferreira, que virou desafeto do governador e que e que preside o diretório municipal do Progressistas na capital.

O governador está disposto a antecipar o decreto de abertura dos templos para evitar a exploração política e eleitoral do assunto. O movimento é considerado extemporâneo e sem justificativa, uma vez que, que seguindo o ritmo de reabertura do Comércio, os templos poderiam estar abertos dentro de oito dias em média. Mas haverá a antecipação exatamente para impedir o uso político do assunto, que já está identificado em várias manifestações de candidatos de várias tendências, defendendo de modo considerado oportunista a medida.

O decreto de reabertura dos templos religiosos pode ser editado ainda hoje ou, no máximo, na segunda-feira, Deverá conter restrições quanto ao número de pessoas presentes nos cultos, estabelecer o distanciamento mínimo e o uso de água e sabão ou álcool em gel para higiene.com a liberação por parte do governo, a Prefeitura de Rio Branco deve fazer o mesmo com base na determinação do pacto Acre sem COVID, que estabelece que esta é uma prerrogativa do Governo do Estado.