Revista geral em presídios descobre drogas e cartilha do PCC

Ação foi uma resposta aos vídeos e mensagens em redes sociais com ameaças de morte feitas por presos agentes

A operação teve o acompanhamento do Ministério Público
A operação teve o acompanhamento do Ministério Público

Uma varredura realizada hoje nos presídios Amaro Alves e Francisco de Oliveira Conde por tropas especializadas da PM, Bope e até da Polícia Ambiental descobriu uma série de irregularidades e muita droga escondida nas celas. Sem a presença dos agentes penitenciários, que permaneceram nos corredores, os policiais vasculharam as celas e descobriram maconha e cocaína em vários locais, especialmente em buracos camuflados nas paredes. A ação foi uma resposta aos vídeos e mensagens em redes sociais com ameaças de morte feitas por presos contra policiais e agentes. Novas ações não estão descartadas em curto prazo, segundo o delegado Gertal Roberth  Alencar, chefe da Polícia Civil.

O delegado informou que o Governo do Estado está trabalhando para garantir recursos que serão investidos no sistema penitenciário acreano para a reforma, ampliação e construção de novas unidades.

Ainda foram apreendidos uma TV de tela plana, usada sem autorização e se descobriu que um único preso usava quatro ventiladores para se refrescar. Chamou a atenção a apreensão de uma cartilha sobre o comportamento do preso dentro e fora da cadeia, material semelhante ao produzido pelo PCC.

A operação teve o acompanhamento do Ministério Público, com o promotor Dayan Moreira Albuquerque, da Promotoria Especializada de Controle Externo da Atividade Policial, por determinação do Procurador Geral, Oswaldo D’Albuquerque, que atestou que a ação ocorreu dentro das normas legais. Dayan Albuquerque disse que o Grupo Especial de Atuação Penal e Execução Penal (Geape), criado nesta semana no Ministério Público acreano, para combater a criminalidade no Estado, vai analisar os processos e postular ao Poder Judiciário a concessão de benefícios aos detentos que tiverem direito.

Há um temor entre os agentes penitenciários de que amanhã, dia de visita, possam acontecer incidentes motivados pela ação da polícia.