Rio Branco registra alta de 6,12% do IPCA em janeiro

Cezar Negreiros

Capital acreana fechou o mês passado com alta de 6,12%, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os grupos que apresentaram as maiores avaliações foram: Alimentação e Bebidas que apresentou o percentual de 19,88%, mas o maior impacto de 4,10 p. p. sobre o IPCA acumulado do ano, a maior variação acumulada para este grupo entre todas as regiões brasileiras. O índice de aumento em Rio Branco chegou a quase 100% maior que o registrado em Brasília, capital do Distrito Federal (DF), que fechou com apenas 10,78%.

O levantamento apontou que em dezembro subiu 1,37%, 0,27 ponto percentual (p. p.) acima dos 1,10% em comparação com o novembro do ano passado, mas a maior que a média nacional foi de 1,35%. Em dezembro de 2019, a variação havia sido de 0,60%. No ano, o IPCA acumula alta de 6,12%, 2,30 p. p. acima dos 3,82% registrados em 2019. O valor acumulado no ano de 2020 é bem maior que índice médio nacional acumulado para todo Brasil, 4,52%.

De acordo com a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), todos os grupos pesquisados tiveram alta no mês passado, com destaque para Habitação que apresentou o maior impacto de 0,71 p. p.)e a maior variação de 5,51% no índice do mês, enquanto em novembro fechou com 0,92%. A segunda maior contribuição (0,35 p. p.) veio de Alimentação e bebidas, com alta de 1,49%. Na sequência, vieram os Transportes (0,20 p. p.), cuja variação de 0,91% ficou próxima à do mês anterior (0,89%). Juntos, os três grupos mencionados representaram 92% do impacto total de dezembro.

Os demais grupos ficaram entre o 0,81% de Vestuário e o -0,26% de Artigos de residência. A aceleração do grupo Habitação (5,51%) deve-se, principalmente, à alta de 11,05% no item energia elétrica. Após 10 meses consecutivos de vigência da bandeira tarifária verde (em que não há cobrança adicional na conta de luz), passou a vigorar em dezembro a bandeira vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Além disso, houve reajuste tarifário de 2,11% que entrou em vigor em 13 de dezembro.

No grupo Alimentação e bebidas (1,49%), houve desaceleração frente ao mês anterior (3,43%). Contribuíram para isso a queda nos preços do leite longa vida (- 1.62%) e as altas menos intensas nos preços das carnes (1.49%), do arroz (0.71%) e do óleo de soja (0,93%), cujas variações em novembro haviam sido de 6,97%, 8.51% e 9,17%, respectivamente. Por outro lado, as frutas tiveram aumento de 7.73% e frango inteiro teve aumento de 6.75%.

Em Transportes (0,91%), o maior impacto (0,10 p. p.) veio da gasolina (1.83%). As passagens aéreas (1,65%) tiveram aumento bem inferior que a média nacional (28,05%). Os demais grupos tiveram variação próxima da estabilidade para o mês. No acumulado do ano, O INPC fechou com alta de 6,92%, acima dos 3,74% registrados em 2019.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrangem 10 regiões metropolitanas, inclusive os municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 28 de novembro e 29 de dezembro de 2020 (referência) com os preços vigentes entre 28 de outubro e 27 de novembro de 2020 (base). (Com informações da Assessoria do IBGE/Acre)