Rio Juruá registra maior cheia histórica dos últimos anos e governo age com população atingida

Lilia Camargo

Chegando a marca de 14,31 metros nesta sexta-feira, 19, o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, registrou a maior cheia já vivenciada pelo município desde 2017, quando atingiu a marca de 14,27 metros. A cota de alerta do rio é de 11,80 e a de transbordo é 13 metros.

A situação dos rios em todo o Acre está sendo monitorada pela Coordenação Estadual de Defesa Civil, que divulgou também nesta sexta-feira um relatório com dados atualizados sobre as últimas medições, número de famílias desabrigadas, bairros afetados e ações realizadas pelos órgãos e instituições do governo que vem trabalhando para amenizar os efeitos da enchente. A previsão ainda é de mais chuvas para os próximos dias e além de abrigos, as famílias desabrigadas estão sendo direcionadas ao aluguel social.

O Rio Juruá registrou a maior cheia já vivenciada pelo município desde 2017 Foto: Marcos Vicentti/Secom

“A Defesa Civil vem orientando na tomada de decisões, com o plano de contingência em execução desde que o Rio Juruá chegou a sua cota de alerta. É um momento crítico em que estamos colocando a disposição da população toda a estrutura do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e tanto prefeitura como o estado estão fazendo o que podem para conter os danos causados pela enchente. Em breve, deve chegar reforço, uma vez que a cidade decretou situação de emergência”, enfatizou o coordenador estadual de Defesa Civil, Eudemir Bezerra.

– Afetados pela alagação:

Total de famílias desalojadas: 1.175
Total de famílias desabrigadas: 179
Total de famílias direcionadas ao aluguel social: 25
Total geral de abrigos: 23
Total de famílias afetadas direta e indiretamente: 28.335.

– Bairros atingidos e/ou inundados:

Saboeiro, Cruzeirinho Novo, São Salvador, Manoel Terças, Lágoa, Beira do Rio, Várzea, Remanso, Cobal e Miritizal. Entre as comunidades rurais estão: Laguinho, Tapiri, Nari do Moa, Olivença, Boca do Moa, Praia Grande, Nova Aliança, Variante, Florianópolis, Tatajuba e Mundurucus.

– Ações realizadas pela Defesa Civil:

Instalação da sala de situação; preparação de abrigos; montagem e preparação de tendas de acolhimento; retirada de família das áreas atingidas; vistoria das pontes; distribuição de alimentação, produtos de higiene e água potável; monitoramento do sistema elétrico e elaboração do plano detalhado de resposta.

– Ações realizadas pela Secretaria de Saúde:

Triagem das famílias na chegada dos abrigos, teste rápido para Covid-19, encaminhamento dos casos positivos para abrigos específicos, acompanhamento multidisciplinar.

– Ações realizadas pela Secretaria de Assistência Social

Acolhimento das famílias; controle e monitoramento de abrigos; atendimento individualizado com psicólogos e assistentes sociais; realização de campanha “Juruá Solidário”.