Rocha marca governador de perto para constranger novos apoios políticos no interior

A marcação é cerrada e o jogo é bruto. O vice-governador Major Rocha adotou a tática de guerra para as eleições municipais. Depois da jogada política para garantir o controle do PSL no Acre e pôr o partido, seu tempo de TV e sua verba do fundo partidário a serviço da candidatura de Minoru Kinpara na capital, Rocha agora está marcando de perto o governador Gladson Cameli no interior. O motivo é evitar que o governador tenha liberdade de anunciar apoios a candidatos nos municípios que visita.

Para isso, Rocha virou uma sombra do lado do governador. Foi assim em Sena Madureira, em Epitaciolândia, cidades em que o PSDB tem candidatos e Rocha não deseja que o governador Gladson Cameli anuncie palanque próprio. Para tentar constranger o governador a fazer isso nas viagens oficiais, marca presença com seus candidatos nos palanques e atos de governo ou não.

Vice-governador Rocha leva sua candidata Toinha Vieira à casa do prefeito Mazinho, sem Sena

O maior exemplo do jogo pesado de Rocha aconteceu em Sena Madureira. Depois de assinar convênio de R$ 600 mil com o Estado, o prefeito Mazinho Serafim convidou Gladson para um almoço em sua casa. Um evento privado dele, sua equipe e correligionários com o governador.

Qual não foi a surpresa de todos quando o vice-governador chegou na casa de Mazinho trazendo a tiracolo sua arqui inimiga e também candidata a prefeita Toinha Vieira, com seu esposo, o ex-deputado José Vieira. Mazinho não passou recibo e recebeu a adversária com cumprimentos. Mas o gesto de Rocha não passou despercebido e foi considerado um meio de impedir que o governador seguisse com o que fez em Rio Branco e, de repente, declarasse apoio algum candidato nos municípios de interesse do PSDB.

Enquanto isso, os dirigentes regionais do PSL, candidatos a prefeito e a vereador do partido repudiam em notas oficiais e manifestos a entrada de Rocha no partido e o possível apoio a uma candidatura como a de Minoru Kinpara que, para os integrantes do PSL, representa alguém identificado com os ideais de esquerda, o que o partido não admite.