Saúde adota protocolo de uso de corticoides e anticoagulantes para tratamento  de covid-19

Cezar Negreiros

O médico infectologista Eduardo Farias informou que esse protocolo adotado pelo médico cubano Jesús Fleitas Rivero, para tratar pacientes de covid-19 nos hospitais do estado do Piauí  já vem sendo adotado em várias partes do mundo, inclusive no Acre.  Esclareceu que esta enfermidade que vem matado tantos pacientes acometidos pelo coronavírus no país, consiste em três fases distintas. “Depois da descoberta que coronavírus provoca um processo inflamatório no organismo humano e que evolui para uma a microtrombose venosa nos pulmões se estabeleceu o protocolo de uso de corticoide e anticoagulante para eliminar o risco uma doença inflamatória vascular sistêmica dos pulmões “, observou.

Dr. Eduardo Farias revelou que na primeira fase que vai até o sexto dia, o tratamento consiste na utilização dos seguintes medicamentos: nitazoxanida, azitromicina e prednisona, mas mediante prescrição médica.   Quando a doença evolui para a segunda fase por volta do 9 º dia já começa a apresentar algumas lesões em alguns órgãos vitais, mas na terceira fase da doença considerada mais aguda,  o paciente passa apresentar severas complicações clínicas em precisa de internação num leito de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).  “Os pacientes internados na UPA do Segundo Distrito já estão sendo medicados desta forma, inclusive os pacientes que procuram o meu consultório em busca de ajuda”, revelou.

O trabalho do cardiologista cubano contou com a participação 18 paciente acometidos pelo coronavírus que precisaram de internação nos hospitais DMI, Itacor e Med Imagem,  na cidade de Teresina, capital do Piauí.  Dependendo da evolução da enfermidade, ele conta que pode prescrever algumas  medicações complementares como metilprednisolona, antibióticos de amplo espectro e heparina. Dr. Rivera dividiu a doença em quatro fases: 1 – replicação do vírus; 2 – inflamatória; 3 – trombogênica; 4 – da coagulação intravascular disseminada.  Em entrevista concedida a imprensa, o cubano explica que na primeira fase, a inicial, da replicação viral, que vai de 1 a 5 dias, prescreve Nitazoxanida (500 mg de 8 em 8 horas durante 7 dias) para ser ministrado mais a Azitromicina (500 mg 2 cápsulas de 12 em 12 horas, durante 5 dias).

Na segunda fase, a etapa considerada  inflamatória ( que vai de 5 a 10 dias),  quando aumenta a velocidade de sedimentação sanguínea e se eleva a concentração da  “proteína C reativa” no sangue, conta que a medicação é acrescida de Prednisona (60mg pela manhã por mais 5 dias). Explica que nessa etapa de tormento imunológico, o paciente apresenta sintomas do mal estar geral, dor, febre e tosse, a recomendação de repouso de 12 horas por dia para evitar esforços físicos do paciente enfermo.

Recomendação – Dr. Rivera relata que na terceira fase, a da trombogenia (formação de trombos), subdividiu em duas e que vai de 7 a 12 dias, quando é acrescida a Heparina BPM (Baixo Peso Molecular). Explicou que na  terceira fase da evolução da doença há uma trombogenia pulmonar superficial, dificultando a respiração (falta de ar), enquanto no segundo momento dessa fase a situação tende a se agravar, porque começa acontecer uma trombogenia pulmonar mais profunda. Ressalta que há hora que chega a esse ponto, é necessária uso imediato da metilprednisolona EV, de antibióticos de amplo espectro e da Heparina BPM, os primeiros sinais da necessidade de respiração mecânica. Afinal, a quarta fase da enfermidade, segundo ele, é considerada a mais grave do seu protocolo, quando ocorre a coagulação intravascular disseminada nos pulmões, sendo necessário o uso da ventilação mecânica para evitar que o paciente venha a óbito.