Secretário de Segurança destaca ação do Gefron na fronteira

Cezar Negreiros

O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), coronel Paulo Cezar dos Santos disse que a prisão de dois coiotes na região de fronteira dos países andinos (Bolívia e Peru) aponta que a Estrada do Pacífico (BR-317) passou a fazer parte desta rota do tráfico humano. Destacou que a interligação da Estrada Transoceânica possibilitou a atuação destes coiotes que por qualquer quantia de dinheiro ajuda estes imigrantes clandestinos. “Com a pavimentação da BR-317 e a construção da carreteira que corta o território peruano até o Oceano Pacífico passamos a enfrentar esse problema do tráfico humano”, lamentou.

Apontou o fluxo migratório dos haitianos em 2014, mas em 2018 a onda de imigrantes venezuelanos que chegaram as capitais da região Norte, inclusive no Acre. Agora a nova onda migratória de haitianos em busca de chegar ao México, Estados Unidos da América (EUA) e ao Canadá. “O impedimento do Governo Peruano de permitir a travessia deste estrangeiros pelo seu território gerou um problema humanitária em nossa região de fronteira”, ponderou o oficial.

Esclareceu que o problema do tráfico humano é uma atribuição da Polícia Federal (PF), mas em face do intenso fluxo migratório de haitianos fazendo a rota inversa, os núcleos do setor de inteligências das polícias locais, passaram também a monitor estes casos suspeitos na hora da abordagem dos veículos com estrangeiros ou de brasileiros, Secretário de Segurança destaca ação do Gefron na fronteira acompanhados de imigrantes. “Em duas abordagens de rotinas resultaram na prisão de dois coiotes”, revelou o secretário de Segurança.

Apontou que os policiais do Grupo Especial de Fronteiras (Gefron) apreenderam a quantia de R$ 80 mil, em moedas estrangeiras que estava escondida na bagagem de um imigrante peruano. A descoberta do dinheiro ocorreu durante uma abordagem de rotina num trecho do município de Brasileia/ Assis Brasil. Em poder do acusado, os policiais encontraram mais de 15 mil dólares, 140 soles peruanos e mais R$ 200, que estavam escondidos na sua bagagem.

A equipe do setor de inteligência do Gefron já tinha detido na noite da última segunda–feira (dia 15), outro coiote de origem brasileira que transportava mais de R$ 60 mil (em espécie), além de uma quantidade de dólares e soles peruanos. Em sua bagagem, os policiais encontraram uma grande quantidade de produtos não perecíveis para serem consumidos durante a travessia da Estrada da Transoceânica. “Os dois suspeitos estão detidos, por atuar como coiotes no transporte de imigrantes do Brasil para o Peru”, revelou Paulo Cezar.

Rota

O coiote estrangeiro que não teve o nome divulgado desembarcou no Aeroporto Internacional de Rio Branco, num voo procedente de São Paulo na companhia de haitianos. Preso em flagrante, o suspeito foi conduzido a Delegacia da Polícia Federal (PF), onde prestou depoimento e teve os celulares e documentos apreendidos. A autoridade policial constatou que dinheiro apreendido eram cédulas novas e sem nenhum registro de casa de câmbio e nenhuma autorização das autoridades para o transporte da grande quantia em espécie. No primeiro caso, o acusado chegou num voo com vários imigrantes de São Paulo e seguiram viagem com destino ao município de Assis Brasil, “onde buscaria adentrar de forma clandestina buscaria adentrar o território peruano”, declarou o delegado Rêmulo Diniz, em entrevista concedida a imprensa local.

Cerco policial

O comandante do Grupo Especial de Fronteiras (Gefron) é o tenente-coronel da Polícia Militar do Acre (PMAC), Antonio Teles que conduziu os dois coiotes até o Delegacia da Polícia Federal (PF) para que fosse interrogados pela autoridade policial. O Gefron vem auxiliando as forças federais de como funciona esse sistema criminoso que levar imigrantes para fora do país. O oficial informou que as equipes do Gefron estão fiscalizando as estradas e os rios que fazem parte da fronteira seca dos países andinos. Cerca de 100 barcos de brasileiros e peruanos fazem a travessia no município de Assis Brasil. “Estamos em constante vigilância nos taxis e veículos particulares que trafegam pela Estrada do Pacífico para coibir o tráfico de pessoas na região”, revelou o oficial que está a frente da ação humanitária mantida pelas forças de segurança no estado.