Sem Bocalom, Socorro Neri mostrou realizações e revelou que questionaria opositor sobre a polêmica da exposição ao COVID

Tião Bocalom foi o único candidato a não comparecer ao debate nas 34 cidades em que aconteceram os confrontos programados pela Rede Globo e suas afiliadas de todo o país, na noite de sexta-feira. Sem a presença de Bocalom, o programa se transformou em uma entrevista com a candidata Socorro Neri, em dois blocos de 10 minutos.

Em sua primeira participação, Socorro Neri foi direta ao ponto mais polêmico deste final de eleição na capital. O apresentador Jefson Dourado pediu à prefeita que formulasse a primeira pergunta que ela faria se Bocalom estivesse presente. Socorro Neri revelou que seria exatamente sobre a volta as aulas e a exposição da população ao COVID.

“O senhor afirmou que todo mundo tem que pegar covid para adquirir imunidade. A sua posição, inclusive, não é respaldada pela ciência, já que está provada a reinfecção. Além da obviedade de que nenhum sistema de saúde daria conta de tratar todo mundo doente ao mesmo tempo. Lhe pergunto: O senhor, caso eleito, vai submeter nossas crianças e idosos a esse vírus letal”, indagaria a prefeita. Por óbvio, a pergunta ficou sem resposta.

A segunda pergunta que ela faria também seria polêmica e se referiria ao compromisso não assumido por seu adversário com a passagem subsidiada de ônibus R$ 1 para estudantes. Seria essa a pergunta, segundo disse a prefeita: “O candidato não traz em seu plano de governo o compromisso de manter essa tarifa. Quando perguntado na entrevista da TV Gazeta, Bocalom assumiu o compromisso apenas com o estudante da rede municipal, assim deixando, todos os outros estudantes de fora. Eu pergunto aos pais e estudantes: É isso mesmo que vocês querem para Rio Branco?”

Após esse preâmbulo sem resposta, começou a entrevista sobre as realizações de Socorro Neri nos dois anos como prefeita e seu plano de governo.

Socorro explicou as ações de educação à distância tomadas durante pandemia, reconheceu o déficit de vagas em creches, mas disse que esse é um problema nacional e que Rio Branco tem a segunda maior taxa de atendimento do país. Ainda assim, prometeu mãos 800 bagas em 2021.

Sobre a crise hídrica disse que prefeitura não tem recursos para assumir imediatamente a responsabilidade pelo abastecimento e defendeu a parceria com o governo para a transferência gradual. Disse que é contra a privatização do Depasa e do problema e acredita no diálogo e em ações conjuntas.

Socorro Neri defendeu a parceria entre prefeitura e governo do estado no combate ao COVIUD, o que a aproximou do governador Gladson Cameli, disse que sem essas ações teria ocorrido o colapso da saúde, voltou a criticar a ideia de recomeçar as aulas e sobre as medidas de fiscalização das restrições explicou que foram feitas, mas a população precisa também fazer sua parte no distanciamento e uso de máscaras.

Em relação a transporte público, ramais e moradia, Socorro Neri apresentou dados das ações e propostas a partir de 2021, Defende a implantação do sistema de ônibus articulados e das linhas tronco.

Na saída do debate, a prefeita deu entrevista lamentando a ausência do seu opositor, dizendo que Rio Branco merecia o debate de ideias e que nunca fugiu da luta.