Sindicalistas fazem protesto contra a reforma administrativa

Cezar Negreiros

Sindicatos, ativistas dos diretos humanos e servidores públicos retornam as ruas da capital acreana nessa quarta-feira (dia 30) para defender os serviços públicos e manifestar contra a Reforma Administrativa do governo Bolsonaro. A manifestação está prevista para acontecer às 9 horas da manhã na entrada do Canal da Maternidade que fica nas imediações do Terminal Urbano. “A ideia é sensibilizar a sociedade acreana para a precarização do serviço público e pedir apoio aos deputados e senadores acreanos para não aprovarem a proposta em tramitação no Congresso Naciona”, declarou Moisés Lobão, secretário-geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac).

O sindicalista destacou que a mobilização conta com o apoio do Fórum sindical, popular e da juventude do Acre que optaram por um Ato unificado para demonstrar o descontentamento dos servidores públicos com a Reforma Administrativa do Bolsonaro/Guedes. Contou que essa campanha é uma ação nacional encabeçada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) contra o desmonte dos serviços públicos e em resposta a políticas de privatização do governo Bolsonaro que elegeu os servidores públicos (federal, estadual e municipal) como o grande bode expiatório do fracasso do seu governo desastroso. “Neste sábado vamos fazer um ato nas redes sociais em defesa das empresas estatais”, declarou Lobão.

Segundo o sindicalista, chegou a hora da sociedade reagir ao processo de precarização dos serviços públicos. Afinal, a reforma administrativa acaba com a estabilidade no serviço público e suspende por tempo indeterminado concurso público. “Defendemos o não retorno das atividades presenciais, enquanto os trabalhadores não tiverem garantia de segurança de serem infectadas pelo coronavírus”, sugeriu.

Os manifestantes aproveitarão a ocasião, para pedirem a Suspensão do pagamento da dívida pública, cobrarem o fim da PEC 95 do teto que congelou os gastos públicos por duas décadas, o fim da ingerência política no serviço público, o desbloqueio das verbas da Saúde e Educação e o fim dos cortes de recursos dos institutos e universidades federais.