Sucesso nacional, Educação de Rio Branco tem o desafio de manter conquistas e estratégias no pós-pandemia

A professora Vômea Araújo, secretária municipal de Educação da SEME, manifestou preocupação com a interrupção do trabalho de ensino/aprendizagem que vem sendo realizado na rede municipal de ensino nos últimos anos. Deste trabalho de acompanhamento de uma educação inclusiva que tem os alunos como centro da aprendizagem, conta que as gestões continuadas a frente da Pasta conseguiram reverter uma triste realidade que receberam da gestão do ex-prefeito Isnard Leite (PP), que de cada 10 crianças matriculadas apenas dois terminava o ensino primário sabendo ler, escrever e fazer as quatro operações matemáticas.

Vômea Araújo, secretária municipal de Educação da SEME

Em pouco mais de dois anos e meio da gestão da professora Socorro Neri, inverteram os indicadores negativos e, agora, de cada 10 crianças que terminam o 5º Ano do fundamental-I, apenas duas delas têm dificuldade de aprendizagem. Com o diagnóstico do problema, “a nossa ideia era um atendimento no segundo turno destas crianças com dificuldades de aprendizagem, mas veio à pandemia que nos impediu de continuar com as aulas presenciais”, lamentou a gestora.

Destacou que desde que a prefeita Socorro Neri elegeu a educação como prioridade da sua gestão, que os indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica IDEB crescem de forma constante. Em 2005, quando começou o processo de avaliação da educação pública, os alunos da rede municipal de ensino obtiveram nota 4,1. De lá para á, os números foram melhorando e ultrapassaram a meta estipulada pelo Ministério da Educação (MEC), que era de 6,0 no Ideb de 2019. Os estudantes do 1º ao 5º Ano do ensino fundamental-I alcançaram a nota 6,7 na capital.

Os alunos da escola da municipal Chico Mendes (no Segundo Distrito) obtiveram os melhores indicadores no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do ano passado (Ideb/2019), com a nota 8.1. A professora Vômea Maria de Araújo observou que a capital acreana obteve um desempenho bem melhor que as demais capitais da região Norte que tiveram as seguintes notas: Palmas, com 6.9; Boa Vista, com 5.9; Manaus, com 5.8; Porto Velho e Belém do Pará, com 5.3 e Macapá, com 5.0. “Desde que assumiu a prefeitura, a professora Socorro Neri tem dado poupado esforços para universalizar a qualidade da educação municipal”, observou a gestora.

Avaliação periódica é instrumento de controle e aprefeiçoamento

A professora Vômea Araújo observa que este desempenho dos alunos do fundamental-I, é o resultado planejamento da equipe pedagógica da Semec que aposta no ensino/aprendizagem dos alunos matriculados na rede municipal. Aponta que a formação continuada e capacitação dos professores têm contribuído como o maior desafio da educação pública da aprendizagem dos alunos em cada turma. “A orientação é que no decorrer do ano letivo sejam feitas três avaliações do desempenho dos alunos no início das aulas, no segundo semestre e fim do ano”, revelou.

A professora Vômea revelou que o maior desafio é universalizar o processo de ensino / aprendizagem da escola municipal Chico Mendes que conta com um trabalho de motivação dos alunos que participam dos simulados aplicados a cada duas semanas. Nos pontos em que os alunos 5º Ano (ensino fundamental –I) apresentavam dificuldades, o conteúdo era revisado na semana seguinte, como forma de melhorar os indicadores da educação na rede municipal.

No exame nacional de 2017, a escola de Rio Branco obteve uma média geral de 6.5 acima da média de outras escolas, mas no ano passado a nota 8,1 . O crescimento contínuo e progressivo dos índices da rede de ensino traduz, na prática, que professores estão ensinando melhor e alunos aprendendo mais. “Traduz no caso dos alunos do 5º ano, concluindo a etapa inicial do ensino fundamental com as aprendizagens necessárias para ingresso na segunda etapa do fundamental-II”, destacou.

Preocupação é manter estratégias e conquistas

A coordenadora pedagógica da SEME, Gleice acrescentou ainda, que os resultados alcançados, além de explicitar avanços, validam políticas públicas educacionais e decisões institucionais em favor de uma aprendizagem de qualidade, no tempo devido e para todos. Apontou que políticas educacionais que se realizam em diversas ações a destacar o programa de formação continuada para 100% dos profissionais docentes como princípio e alicerce na construção e no desenvolvimento das ações desta SEME. “Outra área de reconhecimento nacional é a Educação Especial, pois atendemos 1.049 alunos com deficiência têm todo acompanhamento focado na deficiência específica de cada aluno”, observou.

A gestora admitiu que o pós–pandemia tem que unir atendimento presencial e remoto ao mesmo tempo. Antecipou que já contam com um plano de retorno das aulas presenciais aprovado pelo Comitê Acre sem Covid, com previsão do retorno do ano letivo para fevereiro de 2021. “Acreditamos se não houver continuidade do Programa de Formação e dos nossos Planos de Ação tudo poderá se perder”, observou a coordenadora pedagógica.