Taxista estudam adotar corridas compartilhadas

Taxistas estudam a instalação do táxi compartilhado em Rio Branco, como forma de driblar a crise no setor, desde a chegada do Uber na capital. Diversas medidas já foram tomadas para manter os clientes, como a não cobrança da bandeira dois durante o mês de dezembro, e a tabela fixa de preços nas corridas para o aeroporto.

A modalidade já existe nas cidades nortistas de Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Na capital rondoniense, o projeto está em andamento há 30 dias. O presidente do Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Acre (Sintcac), Esperidião Teixeira relata que esta é uma forma de criar mais um atrativo aos clientes da categoria, com a redução dos preços das viagens.

Em janeiro, o sindicato se reunirá com grupos organizados de taxistas para debater as medidas adotadas este ano, e propor a implantação do táxi compartilhado. Caso seja aprovado, Esperidião explica que será criado um projeto de lei para ser enviado à câmara dos vereadores para votação.

Esperidião acredita que esta será um grande diferencial, que ajudará a manter com dignidade os mais de 1.100 taxistas da capital. Caso a proposta seja aprovada pela categoria, o sindicato espera que o projeto tenha celeridade na câmara, para que os trabalhadores possam aumentar a quantidade de serviços prestados o quanto antes.

Em Manaus para solicitar o serviço, basta o passageiro identificar o táxi com o adesivo de “Táxi Compartilhado” e informar o local de destino ao taxista. Nesse sistema, o taxista pode levar até quatro passageiros que terão destinos dentro de rotas criadas pela União dos Taxistas de Manaus (UTM).

O valor das corridas por pessoa varia de R$ 5 a R$ 10, o que depende da distância do local até o Centro da cidade. Uma viagem de R$20, por exemplo terá o valor dividido por quatro, e cada passageiro pagará R$ 5. O sistema se assemelha ao Uber Pool, ativo em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e que propõe viagens compartilhadas.

Natan Peres