Tião Bocalom assume prefeitura da Capital com um ‘grande pepino’ pra resolver

Bocalom enfrenta a cobrança de trabalhadores da Educação

Cezar Negreiros

O prefeito Tião Bocalom (Progressistas), assume o destino da capital acreana nesta sexta-feira (dia 1), mas com um grande pepino para resolver nos próximos meses. O primeiro é sentar com os representantes dos sindicatos para resolver o problema do reajuste salarial dos servidores municipais que caminha para o terceiro ano sem nenhuma correção das perdas inflacionárias, enquanto o segundo problema é o subsídio das empresas de transporte coletivo que amargaram grandes prejuízos com a pandemia.

A Capital acreana recebeu a maior parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas em compensação desponta como uma das prefeituras acre-anas que paga um dos piores salários para os servidores da rede municipal de ensino. As merendeiras, assistentes educacionais e de creches continuam recebendo um piso bem abaixo do salário mínimo, mas a esperança da categoria que o novo prefeito solucione o problema que se arrasta desde a gestão do ex-prefeito Marcus Alexandre.

Apesar do contrato das três concessionárias encerrarem no fim de 2022, uma das cláusulas contrato celebrado com a prefeitura de Rio Branco prevê compensações financeiras se ficar comprovado que os prestadores do serviço ficaram no prejuízo. Caso o novo gestor municipal não equacione o impasse deixado pela ex-prefeita Socorro Neri (PSB), depois que a sua base de sustentação se negou a assinar o novo Projeto de Lei (PL) para tratar da subvenção das empresas de ônibus, o pleito dos empresários pode acabar nos tribunais em busca de receber o subsídio garantido por força de lei.

Os trabalhadores em Educação (professores e funcionários de escola) cobram os seguintes pontos: revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR da Educação), com base no novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) progressivo, garantia da insalubridade das merendeiras das escolas da rede municipal, inclusão das assistentes sociais, progressão funcional e pagamento da sexta-parte dos servidores que estão suspensos desde o primeiro semestre deste ano. Somente neste ano, a prefeitura de Rio Branco embolsou dos repasses constitucionais a quantia de R$ 186.829.066,32.