Vice-presidente do PSL sinaliza com ingresso do Major Rocha na legenda


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O deputado federal Júnior Bozella (PSL-SP), vice-presidente do Partido Social Liberal, declarou a imprensa que a direção nacional tem interesse em nomes de peso para engrandecer a legenda no pleito deste ano. Ao ser questionado pela imprensa se o partido acolheria o ex-tucano Major Rocha, vice-governador do Acre, destacou que os partidos sonham em contar com nomes com peso no cenário político. “O vice-governador quer vir para o nosso partido e nós queremos ele, é um pleito legítimo, pois todo partido quer ter um vice-governador nos seus quadros”, justificou a decisão da cúpula do PSL em acolher o ex-tucano.

Em seguida, Bozella revelou que veio ao estado do Acre para pacificar os ânimos e apaziguar a crise política instalada após o ex-deputado federal acreano manifestar interesse em ingressar na legenda para atender um pedido pessoal do ex-comandante da Polícia Militar do Acre (PMAC), coronel Ulisses de Araújo que concorreu no pleito passado a governador pela mesma legenda. “Estamos aqui em busca de chegar a um entendimento dos fatos, pois acreditamos que toda decisão deve ser discutida e vamos esgotar todas essas possibilidades”, ponderou o deputado paulista.

O vice-presidente da direção nacional revelou que o PSL é um dos maiores partidos do país e que o ingresso do Major Rocha à sigla poderá trazer novos resultados futuramente. “As pessoas que estão no nosso partido têm de entender que existe um projeto para 2022 na disputa nacional e cada Estado vai ter que seguir os caminhos que o partido pretende trilhar”, explicou.

Direção do PSL- Depois de uma breve passagem pelo comando da corporação, o coronel Ulisses Araújo pediu exoneração do comandante-geral da Polícia Militar do Acre (Pmac), em carta encaminhada ao governador Gladson Cameli. O oficial que foi capaz de pacificar o conflito das facções por territórios nos municípios que fazem parte das rotas do tráfico de drogas internacional e do contrabando de armas que abastecem os criminosos nas grandes cidades brasileiras, vai para a reserva após 30 anos de relevantes serviço prestado a sociedade acreana.

O coronel Ulysses como ficou popularmente conhecido, depois de concorrer ao pleito eleitoral de 2018 para dar palanque no estado para o presidente da República, Jair Bolsonaro, admitiu que essa decisão de retomar a vida pública veio do diretório nacional, para conter o clima tenso de disputa na direção regional. Ulisses disse que não haverá desfiliação em massa no PSL, como os novos egressos apregoam Quando perguntado porque pediu exoneração do comando da corporação, declarou que o motivo da sua decisão é cuidar da legenda para prepara-la para voos maiores.

Retorno à vida pública

O oficial usou as redes sociais para deixar uma Carta de Despedida aos ex-subordinados: “Hoje deixo o Comando da Polícia Militar do Acre com o sentimento de dever cumprido para com a população acreana e para Corporação que tenho orgulho de pertencer. São mais de 30 anos de carreira militar, iniciada no Exército aos 17 anos de idade e mais de 28 anos de serviço exclusivamente prestados à PMAC, ou seja toda a minha vida dedicada a proteger, servir e cuidar do povo acreano, sem jamais me desviar do juramento de sacrifício da própria vida em prol do Estado do Acre”.

Conta que na Polícia Militar fez grandes amigos e verdadeiros irmãos, a quem neste momento lhes dirige as palavras para agradecer pelos incontáveis serviços que tiraram juntos, noite adentro, patrulhando e velando pela vida das pessoas, atendendo e gerenciando as mais diversas ocorrências, tiroteios e operações de alto risco, onde corajosamente cuidamos um dos outros e lutamos para salvar vidas anônimas, combatendo o crime com a proteção de Deus, com o intuito de não permitir que o mal prevaleça. Sem dúvidas sentirei saudades. Destaca que com toda sinceridade, enquanto escrevia o texto se emociona pelo fato de mesmo tendo alcançado o último posto, tendo exercido a função mais importante da corporação, ainda há muito a se fazer, mas tenho certeza que os policiais militares que hoje permanecem na caserna farão coisas maiores e melhores do que eu. “A vocês meus eternos irmãos de farda presto a minha respeitosa continência e deixo uma breve reflexão: Honrem a Polícia Militar do Acre, instituição centenária e permanente, um patrimônio do povo acreano e por Deus abençoada. Somos fortes porque fomos forjados nas agruras da vida. As vezes não somos reconhecidos por aqueles que “nunca sentiram o cheiro da pólvora”, mas isso é natural, pois quem nunca combateu o crime na linha de frente e nunca olhou o preto dos olhos do inimigo, jamais terá a compreensão da essência de ser policial militar”, finaliza o coronel em tom de resignação.